O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o presidente do Clube de Regatas do Flamengo, Rodolfo Landim, assinaram um termo de compromisso para viabilizar a construção do estádio do Flamengo na área do Porto Maravilha, no bairro de Gávea, zona sul do Rio. O novo estádio pode movimentar R$ 5,3 bilhões na economia carioca em 10 anos, segundo estudos da Prefeitura do Rio.
O acordo prevê a entrega de dois projetos de lei à Câmara Municipal, que representam um passo importante para a viabilização do investimento esportivo. O primeiro projeto de lei tem como objetivo transferir o potencial construtivo do Flamengo em sua sede na Gávea para outras áreas da cidade, permitindo que o clube negocie o direito de construção em outros locais do município e recolha cerca de R$ 500 milhões.
O segundo projeto de lei isenta o Flamengo do pagamento de outorga de direito urbanístico adicional à Caixa Econômica Federal, dona do terreno para a construção do estádio. Isso evitará prejuízos à instituição financeira e beneficia o clube, que deixará de pagar R$ 500 milhões ao banco. O pagamento da outorga de direito urbanístico era um passo crucial para a conclusão do projeto.
O prefeito do Rio de Janeiro destacou que a construção do estádio é uma importante conquista para a cidade e ressaltou que todas as etapas foram realizadas dentro das regras e processos legais. “Tudo o que fizemos respeitou o direito, o processo de desapropriação, o leilão. Tudo foi muito aberto e feito dentro das regras. O que estamos fazendo hoje é nos comprometer em permitir que o Flamengo faça uso de algo que já lhe pertence. O Flamengo não ganhou o terreno da prefeitura, ele comprou pagando o valor adequado. Nós criamos as condições para que o Flamengo tenha plena capacidade para exercer um direito que já possuía.”
O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, revelou que a inauguração do estádio está prevista para o dia 15 de novembro de 2029 e que o clube espera uma receita 10% maior que a registrada em 2023 com o novo estádio. Além disso, a movimentação econômica total é estimada em R$ 2,3 bilhões, R$ 329,1 milhões a mais que no ano passado.
O acordo pode ser considerado um avanço importante para o futebol e para a cidade do Rio de Janeiro, que não apenas beneficiarão o Flamengo, mas também a economia local.
