Operação especializada caça membros de uma organização criminosa que causou prejuízo de R$ 40 milhões ao Banco do Brasil
Nesta quinta-feira, a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Ministério Público, realizou uma operação especializada em uma organização criminosa responsável por fraudes bancárias em agências do Banco do Brasil (BB). A operação, que é a quarta fase, resulta de uma investigação que começou em julho de 2023, após a detecção de irregularidades internas do banco.
A investigação revelou que os criminosos usavam dispositivos eletrônicos clandestinos para acessar sistemas internos das agências do BB e obter dados sigilosos de clientes, manipulando essas informações para cometer fraudes financeiras. Os ataques começaram a ser identificados em dezembro de 2023 em agências localizadas no Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Vila Isabel e Centro do Rio, além de unidades nos municípios de Niterói, Tanguá, Nilópolis e Duque de Caxias.
A operação, chamada de "Chave Mestra", resultou em 16 mandados de busca e apreensão contra 11 investigados, com a apreensão de 16 aparelhos de telefone celular, dois notebooks, 3 CPUs, 6 cartões de memória, 5 pen drives, 3 HDs externos e 32 cartões magnéticos. Os agentes também encontraram informações sobre a estrutura da organização criminosa, que atuava de forma organizada, com divisão de tarefas entre aliciadores, aliciados, instaladores, operadores financeiros e líderes.
O Banco do Brasil informou que o prejuízo total é de mais de R$ 40 milhões e que está colaborando com as investigações. O ministro Público também destacou que as investigações começaram a partir de informações apuradas pela Unidade de Segurança Institucional do Banco do Brasil. O nome dos envolvidos não foi divulgado.
